Iniciando um novo caminho

O blog da Revista contemporânea Brasil é uma mostra do que será o site da Revista que está sendo criado com o maior cuidado e carinho. Com notícias do Brasil e do mundo que sejam relacionadas principalmente com as artes em geral. Vai falar também, sobre moda, decoração, gente, animais, natureza, boas maneiras e etc. A nossa intenção, é divulgar informação com leveza. Nada de notícias agressivas e sanguinolentas, existem tantos jornais fazendo isso... O blog da RCB é um canal destinado a informar e agregar notícias interessantes. Que sejamos portadores de boas novas!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Django livre

 

Django Livre

Ele voltou. E com força. Quentin Tarantino e sua gangue arrombam as portas de nossas mentes e jorram o costumeiro rio de sangue nas nossas caras, sem dó, nem piedade. Mas não me entendam mal quando eu digo “costumeiro”, pois não quero dizer repetitivo ou enfadonho. Para quem é fã de Tarantino, isso significa “é esperado”, e a gente vibra.

A ultra violência de seus filmes tem função catártica. A marca registrada dos filmes de Tarantino pode chocar a muitos, mas para quem já se expôs a sua loucura e gostou sabe que na realidade o que ele faz é ironizá-la, elevando-a aos mais inimagináveis extremos até o ponto de fazer o espectador rir, mesmo que seja de nervoso.

Tarantino – que geralmente escreve os próprios roteiros – segue a linha narrativa clássica de Hollywood e não há mal nenhum nisso. Seus roteiros mostram enredos densos, com diálogos inteligentes, porém não são pretensiosos e têm grande apelo no público. Seus mocinhos podem até ser um pouco anticonvencionais, mas ainda assim são mocinhos, pelos quais torcemos, e os vilões são bem malvados e queremos sim que eles morram bem morridinhos, sendo esmagados como bitucas de cigarro se possível, com bastante palavrão na boca. Ele sabe aproveitar de maneira total todos os recursos que a produção cinematográfica pode lhe dar a fim de garantir um retorno espetacular, talvez nem tanto financeiro, mas de apoio popular. Afinal, no fundo, todo grande artista quer mais é ver sua obra vista e comentada na boca do povo.

Com tudo isso, Tarantino poderia ser somente mais um diretor/roteirista que seguisse o padrão hollywoodiano. Contudo, seu diferencial recai na maneira moderna e jovial com o qual ele usa os recursos a que tem acesso. A ultra violência na verdade é só um desses recursos, a saber, narrativo. Atentem para o capricho de Tarantino em seus filmes. Ele pensa em tudo, nos mínimos detalhes: na trilha sonora (nas letras das canções ou o que elas representam) que se encaixa perfeitamente ao tema, a própria edição de sons, no tipo de letra que usa para os créditos, na piada que passa pela boca de um personagem secundário, na fotografia geralmente fantástica, no castingperfeito, com atores que têm cara de desenho animado. São geralmente atores muito elásticos na expressão facial, bem articulados, com olhos contundentes (mesmo quando falam pouco) e que ficam ótimos nos close ups. Aliás, ele se cerca de gente muito criativa e geralmente chama de novo pessoas que já deram certo em seus filmes, de atores a editores e diretor de fotografia, por exemplo.

Já torcemos por seus mocinhos transviados na violência urbana, na violência de contos de fadas oriental, na violência da guerra. Agora só faltava no bang-bang… E ele arrasou! Quer ambiente melhor para a sede de sangue de Tarantino do que um bom e velho faroeste, com armas antigas e balas que realmente estouram os corpos, fazendo-os literalmente voar? Quer lugar melhor do que o sul dos EUA no passado, em que a escravidão existia com toda sua carga violenta, usurpadora? E quer ambiente melhor para um herói totalmente anticonvencional se formar? Pois está lá, o circo armado para deleite dele e nosso. E qual a contribuição de Tarantino para um filme de faroeste? O frescor da visão moderna das coisas combinado ao que não muda no ser humano: a vontade de se sobrepujar ao próximo, a briga pelo poder versus a sede de justiça que vai além do conceito bem e mal e… a vingança, o doce e frio prato suculento da vingança!

Tarantino é apaixonado por pulp fictions tais como livrinhos baratos estilo Tex, filmes de artes marciais, novela mexicana e, claro, filmes westerns com seu intrínseco conceito maniqueísta de mocinho X bandido e seus personagens cheios de atos extraordinários, mas no fundo pessoas comuns e não super heróis com poderes extraterrestres. Ele é exímio em perpetuar o contador de estórias e realmente o faz de maneira brilhante.

Django se passa nos EUA de 1858 e conta a estória de um negro de mesmo nome que ganha alforria e vai à forra numa vingança pessoal. Um herói com alguns defeitos, mas que tem o que o espectador gosta: um senso de justiça e perseverança admiráveis e um grande amor. Ajudado por um amigo muito sobriamente louco e uma sorte do cão, enfrenta inimigos poderosos e aprende uma nova perspectiva de vida. É um filme espetacular em todos os sentidos.

Fora toda a técnica e arte já mencionadas do auteur Tarantino, os atores são um espetáculo a parte — o brilhante e bonitão Jamie Foxx como Django (vide Ray), o indispensável Samuel L. Jackson e o versátil Leonardo DiCaprio. Cheio de participações especiais interessantíssimas – algumas nem são creditadas –, incluindo o próprio diretor, o destaque fica mesmo para o coadjuvante que rouba a cena, Dr. Schultz, pelo excelente Christoph Waltz, que vem roubando prêmios e elogios mundo afora. Um filme que talvez entre para a lista dos melhores da segunda década dos anos 2000. Veja, grite e ame.

http://www.amalgama.blog.br/01/2013/django-livre/ Leia mais artigos no site

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Morte de índia extingue idioma e cultura de tribo amazônica

 

Anciã Bose Yacu era a última a falar língua e manter tradições dos pacahuaras, etnia originalmente da Amazônia peruana.

Índia morreu na Amazônia e levou língua consigo (Foto: BBC)

Índia Bose Yacu morreu e levou consigo língua e hábitos do povo amazônico pacahuara (Foto: BBC)

Em uma voz firme e profunda, Bose Yacu entoa os cânticos que aprendeu com seu pai na região boliviana da floresta amazônica, há 50 anos.

"Meu pai, Papa Yacu, cantava essa música quando via trilhas de porco e saía para caçar... Já essa outra, quando colhia amêndoas... e essa outra era para mostrar que vínhamos em paz, quando visitávamos alguém", explica Bose, ao fim de cada melodia.

Sentada do lado de fora de sua casa feita de madeira, Bose – uma mulher magra com longos cabelos negros presos em um rabo de cavalo – era a mais velha dos pacahuaras e a única que ainda mantinha algumas das tradições de sua tribo, como usar franja e um pequeno pedaço de pau no nariz, com uma pena vermelha de cada lado.

Quando a visitei em seu vilarejo, em setembro, senti que suas histórias e cânticos escreveriam o último capítulo da história da tribo. Bose morreu recentemente, deixando cinco irmãs: as últimas pacahuaras do mundo.

A notícia de sua morte não foi manchete em nenhum jornal, mas foi uma imensa perda, já que as pacahuaras não têm para quem transmitir seus conhecimentos.

'Poucos sobreviventes'
Dois séculos atrás, os pacahuaras eram um dos principais grupos indígenas da Amazônia peruana. No final do século 18, eles "ocupavam um vasto território", mas "dois séculos depois, dá para contar na mão o número de pacahuaras que restaram", de acordo com o antropólogo francês Philippe Erikson, no prefácio de seu livro "The Pacahuaras: The Impossible Reduction" ("Os Pacahuaras: A redução impossível", em tradução livre).

Índia morreu na Amazônia e levou língua consigo (Foto: BBC)

Bose aparece brincando com macaco (Foto: BBC)

Os cinco sobreviventes vivem nas proximidades do remoto vilarejo de Alto Ivon, no nordeste da Bolívia, para onde eles foram relocados em 1969. Missionários americanos ajudaram a transferi-los, para escapar de problemas que atingiam a tribo.

Era um período em que havia uma grande produção de borracha em todo o mundo – e isso causou graves problemas para as tribos indígenas da Amazônia, alvo da exploração do produto. Os pacahuaras dizem ter sofrido terrivelmente nas mãos de seringueiros brasileiros. De toda a comunidade, acredita-se que apenas a família de Bose tenha sobrevivido.

"Lutamos muito. Meu pai foi atingido na cabeça e jogado no rio, mas conseguiu sobreviver e voltou para casa", conta.

Como o restante da tribo, Bose não sabe sua idade exata, mas lembra que chegou a Alto Ivon quando ainda era adolescente.

Era a terra dos chacobos, uma tribo com raízes e língua similares. Hoje, cerca de 500 pessoas falam chacobo, que está na categoria "definitivamente em perigo", segundo a Unesco. Já a língua pacahuara foi classificada como "em perigo crítico", apenas um estágio antes de "extinta".

Trilha com machetes
Ambas as tribos falam línguas da família linguística Panoan. Os missionários do Instituto Summer de Linguística ajudaram os pacahuaras a se mudar a 200 quilômetros ao sul da Amazônia, para que pudessem ser assimilados pelos chacobos.

De acordo com o antropólogo boliviano Wigberto Rivero, essa "era a única opção para salvá-los, já que, por causa do número reduzido de membros, o crescimento biológico da tribo era impossível".

Os chacobos aceitaram a proposta dos missionários e alguns, inclusive, colaboraram na transição.

"Sabíamos que eles estavam enfrentando muitos problemas. Fizemos trilhas na floresta e espalhamos machetes e machados", conta Alberto Ortiz Alvarez, líder chacobo e presidente do Conselho Indígena da Amazônia boliviana.

Alvarez lembra que, quando eles viram que os objetos haviam sumido, perceberam que a tribo estava perto e que em pouco tempo seria encontrada. Uma vez que os pacahuaras chegaram, foram recepcionados com festa, na qual receberam bananas e mandioca. O grupo era liderado pelo pai de Bose, que tinha duas esposas e seis filhos.

'Nossa cultura ainda está viva'
Mais de 40 anos após a migração, com o patriarca e suas esposas mortos, restaram os seis filhos – sendo que quatro deles se casaram com membros da tribo vizinha e adotaram sua língua e seus costumes.

Maro é o mais novo dos pacahuaras. Ele chegou a Alto Ivon quando ainda era bebê, mas já não fala sua língua nativa e diz que seus filhos não vão aprendê-la.

"Falar chacobo é mais direto. Eles não conseguem falar como Bose falava", diz Maro, que é casado com uma mulher chacobo.

De acordo com o antropólogo Wigberto Rivero, esse "é um processo de assimilação irreversível' que começou com a língua e, em muitos casos, como o de Maro, tornou-se uma assimilação social e cultural.

Cachorro de rua
Bose era a filha mais velha e a única que se casou com um membro da tribo: Buca, cerca de 10 anos mais jovem que ela.

"Quando eu era nova, não tinha marido. Nessa época, meu pai se casou também com a irmã da minha mãe. E meu marido era filho da sua segunda mulher. Então, na verdade, meu marido e eu éramos meio-irmãos", disse Bose.

O casal não quis falar sobre o porquê de não ter filhos. E, mesmo sabendo que isso significaria o fim de sua língua, não era algo que parecia preocupá-los.

"Não estou triste. Nossa cultura ainda está viva. Quando a gente morrer, ela vai morrer também", disse Buca em setembro.

Mas, após a morte de sua mulher, ele está vagando na floresta, "sozinho, como um cachorro de rua", contou Pae Dávalos, um chacobo.

A morte de Bose deixou Buca transtornado. E deve também deve ter entristecido o professor de chacobo Here Ortiz Soria, que estava tentando arrecadar fundos para registrar a história e a língua dos pacahuaras.

Soria, cuja filha é casada com a segunda geração pacahuara, queria entrevistar Bose e reunir palavras na língua da tribo para ensinar às gerações mais novas. Mas a anciã morreu antes disso, levando consigo os últimos capítulos da língua e da história de sua tribo.

saiba mais

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/morte-de-india-extingue-idioma-e-cultura-de-tribo-amazonica.html

Americano usa Lego como terapia contra câncer na série Brickstagram

Jason Pike, de 30 anos, mora em Chicago e achou uma maneira bem divertida de aliar seu amor pela fotografia aos famosos brinquedos Lego. Pike é o responsável pela conta noInstagram "Brickstagram" e pelo Tumblr de mesmo nome, recheados de fotografias inusitadas. A página tem sido usada como uma forma de terapia para o fotógrafo, que foi diagnosticado com câncer de garganta em abril do último ano.

"Punk não está morto". Foto do Brickstagram (Divulgação|Brickstagram)

"Punk não está morto" é uma das fotos do projeto Brickstagram (Foto: Jason Pike)

Embora o hobby tenha surgido antes, a página só foi ao ar em dezembro de 2012 e, desde então, o americano tem postado fotos dos seus bonequinhos, como os soldados imperiais Stormtroopers da série de filmes Star Wars, o vilão Darth Vader e até um bonequinho fazendo meditação, posando diante da estátua de Buda.

“Eu fui diagnosticado em 18 de abril com sarcoma sinovial bem acima da minha corda vocal direita. É um lugar estranho para esse tipo de sarcoma, porque esse tipo de câncer normalmente cresce no tecido conjuntivo, como os joelhos e as articulações. Mesmo assim, eu tive muita sorte de ter descoberto o câncer logo, com uma equipe cirúrgica que cuidou de mim, resultando em apenas algumas cicatrizes muito pequenas”, explicou Pike sobre sua doença. Encarar um tratamento desses não é fácil e os primeiros dias, segundo Jason, foram os piores.

Bonequinho simulando um monstro entre pílulas (Divulgação|Brickstagram)

Bonequinho simulando um monstro entre pílulas (Foto: Jason Pike)

Foi neste momento que surgiu sua ideia de fazer uma página no Tumblr utilizando fotos do Instagram. “Eu estava sozinho no hospital em uma noite, incapaz de falar ou de comer, entediado e deprimido. Foi então que eu peguei meu celular com câmera e tirei a minha foto com minha coleção particular de Lego”, explicou. A brincadeira dele não parou por aí. Depois da primeira foto tirada, amigos começaram a levar brinquedos para que ele se distraísse durante a internação.

“As pessoas começaram a me trazer Legos no hospital e em casa, enquanto eu estava em tratamento, para me animar e me faz sorrir. Brincar com eles foi como uma terapia. Fez com que eu parasse de me preocupar com o câncer, ou com a minha saúde, minha família, minhas finanças e apenas brincar”, acrescentou Jason. Literalmente, um gosto infantil se tornou sua melhor companhia durante esse tratamento pesado. Segundo o próprio, foi um modo de “manter a sanidade em tempos de insanidade”, de “falar sem ter voz”.

Recuperação

Cozinheiro vegetariano LEGO (Divulgação|Brickstagram)

Cozinheiro vegetariano Lego (Foto: Jason Pike)

Hoje, Jason já está recuperado de seu câncer. “Estou desfrutando de uma dieta vegetariana e um estilo de vida mais saudável. No meu último exame, em novembro, as células cancerosas não foram mais encontradas”. 

E o Brickstagram? Pike não posta sobre seu tratamento, mas montagens com conceitos engraçados ou tirados de filmes famosos. O blog também brinca com roqueiros, integrantes do movimento hippie e figuras do mundo pop. Os Legos ajudaram Jason na luta contra o seu câncer, dando um alívio em uma época que nada parecia acalmá-lo.

Confira mais fotos no Tumblr da série Brickstagram.

Fazendeiro diante de um LEGO de um coelho (Divulgação|Brickstagram) (Foto: Fazendeiro diante de um LEGO de um coelho (Divulgação|Brickstagram))

Fazendeiro diante de um boneco em forma de coelho (Foto: Jason Pike)

 Pedro ZambardaPara o TechTudo

http://www.techtudo.com.br/curiosidades/noticia/2013/01/americano-usa-lego-como-terapia-contra-cancer-na-serie-brickstagram.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Em 2013, a Bienal do Livro Rio comemora 30 anos e homenageia a Alemanha

 

A Bienal do Livro Rio chega à sua 16ª edição em 2013, quando completa 30 anos de celebração e promoção da literatura e cultura no Brasil. No próximo ano, o maior evento literário do país vai homenagear a Alemanha. De 29 de agosto a 8 de setembro, a Bienal do Livro Riovai promover o intercâmbio cultural entre os dois países e espera receber, no Riocentro, 600 mil visitantes.

O objetivo da Fagga | GL exhibitions e do Sindicado Nacional dos Editores de Livros (SNEL), organizadores da Bienal, é oferecer ao público uma programação cultural variada e dinâmica, tendo o livro como astro principal.

“Já estamos trabalhando e preparando uma série de novidades para a próxima edição da Bienal Rio. Iremos ousar mais uma vez, oferecendo aos visitantes novos espaços e uma grade de eventos diversificada, que vão aproximar ainda mais os leitores do universo literário. Aliado ao que a Bienal já tem de consagrado nesses 30 anos, queremos trazer novas experiências ao público”, afirma Tatiana Zaccaro, diretora de negócios da Fagga | GL exhibitions.

A homenagem à Alemanha – país de filósofos como Nietzsche, Kant e Marx – dará o tom à Bienal 2013 por meio de uma série de ações e eventos que, nos mais variados espaços, discutirão a cultura e a realidade deste país. “Ano que vem (2013) será o ano da Alemanha no Brasil e a Bienal do Livro Rio estará inserida nesse momento do país. A Alemanha também homenageará o Brasil durante a Feira do Livro de Frankfurt em 2013, o que demonstra a reciprocidade entre os dois países”, diz Sônia Jardim, presidente do SNEL.

A 16ª edição da Bienal do Livro Rio terá uma área de 55 mil m² no Riocentro, ocupando três pavilhões do centro de convenções, na Barra da Tijuca. A Bienal Rio é uma grande festa literária, onde os públicos mais variados podem participar de debates e bate-papos com personalidades culturais e de atividades recreativas que promovem a leitura, combinando conteúdo e diversão.

Sobre os organizadores:

Fagga l GL exhibitions

Com quase meio século de experiência em promoção e organização de feiras, conferências internacionais eeventos corporativos, a Fagga l GL exhibitions faz parte do grupo GL events Brasil, operação brasileira de uma das maiores empresas mundiais do ramo de eventos, a francesa GL events.

Com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Salvador, a Fagga l GL exhibitions, uma das maiores do setor, é responsável pela realização de mais de 20 feiras anuais no Brasil. Pioneira no mercado de feiras de negócios no Rio de Janeiro, a Fagga se tornou subsidiária do Grupo GL events Brasil em 2006, mas sua experiência no mercado nacional vem desde 1964 e ultrapassa a marca de 3 mil eventos realizados no Brasil e 250 no exterior.

O grupo tem consolidado posições de destaque em muitos destinos do Brasil, especialmente os de apelo regional, como Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Paraná. Entre os segmentos e produtos de maior destaque estão: o setor de moda e beleza, com a realização das principais feiras, entre eles o Première Brasil, realizada em São Paulo, edição latino-americana da francesa Première Vision, maior evento mundial da indústria têxtil; o setor de construção, saneamento e infraestrutura, com as três feiras Construir (Rio, Minas e Bahia), e o setor cultural, com amplo destaque para quatro Bienais do Livro: a da Bahia, Minas, Manaus e do Rio de Janeiro. A Bienal do Rio é o maior evento literário do País, que chegou à cidade em 1983, promovida e organizada pela Fagga e pelo SNEL.

Na área esportiva, promove a Footecon; além de outras feiras como a Interseg, de Segurança Pública; a Rio Franchising, de franquias; e a Brasil Brau, feira internacional de tecnologia em cerveja.

Conheça as feiras promovidas e organizadas pela Fagga l GL exhibitions e fique por dentro do nosso calendário!

SNEL

O SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) é uma sociedade civil que tem como objetivo o estudo e a coordenação das atividades editoriais no Brasil, assim como a representação legal da categoria de editores de livros e publicações culturais. Sua missão é dar suporte à classe nas áreas de direitos autorais, biblioteconomia, trabalhista, contábil e fiscal. A atual presidente do SNEL é Sonia Jardim, que também é vice-presidente de operações do Grupo Editorial Record.

http://www.abeoc.org.br/2012/09/em-2013-a-bienal-do-livro-rio-comemora-30-anos-e-homenageia-a-alemanha/

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Perdão, Aaron Swartz

 

A morte de um gênio da internet, aos 26 anos, é um marco trágico do nosso tempo. É hora de pensar sobre nossas ações – ou omissões

– Eu sinto fortemente que não é suficiente simplesmente viver no mundo como ele é e fazer o que os adultos disseram que você deve fazer, ou o que a sociedade diz que você deve fazer. Eu acredito que você deve sempre estar se questionando. Eu levo muito a sério essa atitude científica de que tudo o que você aprende é provisório, tudo é aberto ao questionamento e à refutação. O mesmo se aplica à sociedade. Eu cresci e através de um lento processo percebi que o discurso de que nada pode ser mudado e que as coisas são naturalmente como são é falso. Elas não são naturais. As coisas podem ser mudadas. E mais importante: há coisas que são erradas e devem ser mudadas. Depois que percebi isso, não havia como voltar atrás. Eu não poderia me enganar e dizer: “Ok, agora vou trabalhar para uma empresa”. Depois que percebi que havia problemas fundamentais que eu poderia enfrentar, eu não podia mais esquecer disso.

Aaron Swartz tinha 22 anos quando explicou por que fazia o que fazia, era quem era. Aos 26, ele está morto. Foi encontrado enforcado em seu apartamento de Nova York na sexta-feira, 11 de janeiro. Provável suicídio. Talvez a maioria não o conheça, mas Aaron está presente na nossa vida cotidiana há bastante tempo. Desde os 14anos, ele trabalha criando ferramentas, programas e organizações na internet. E, de algum modo, em algum momento, quem usa a rede foi beneficiado por algo que ele fez. Isso significa que, aos 26 anos, Aaron já tinha trabalhado praticamente metade da sua vida. E, nesta metade ele participou da criação do RSS (que nos permite receber atualizações do conteúdo de sites e blogs de que gostamos), do Reddit (plataforma aberta em que se pode votar em histórias e discussões importantes), e do Creative Commons (licença que libera conteúdos sem a cobrança de alguns direitos por parte dos autores). Mas não só. A grande luta de Aaron, como fica explícito no depoimento que abre esta coluna, era uma luta política: ele queria mudar o mundo e acreditava que era possível.

E queria mudar o mundo como alguém da sua geração vislumbra mudar o mundo: dando acesso livre ao conhecimento acumulado da humanidade pela internet. E também usando a rede para fiscalizar o poder e conquistar avanços nas políticas públicas. Movido por esse desejo, Aaron ajudou a criar o Watchdog, website que permite a criação de petições públicas; a Open Library, espécie de biblioteca universal, com o objetivo de ter uma página na web para cada livro já publicado no mundo; e o Demand Progress, plataforma para obter conquistas em políticas públicas para pessoas comuns, através de campanhas online, contato com congressistas e advocacia em causas coletivas. Em 2008, lançou um manifesto no qual dizia: “A informação é poder. Mas tal como acontece com todo o poder, há aqueles que querem guardá-lo para si”.

Indignado com a passividade dos acadêmicos diante do controle da informação por grandes corporações, ele conclamava a todos para lutar juntos contra o que chamava de “privatização do conhecimento”. Baixou milhões de arquivos do judiciário americano, cujo acesso era cobrado, apesar de os documentos serem públicos. Chegou a ser investigado pelo FBI, mas sem consequências jurídicas. Em 2011, porém, Aaron foi alcançado.

>> O risco de criar um mártir da pirataria

Em alguns dias, ele baixou 4,8 milhões de artigos acadêmicos de um banco de dados chamado JSTOR, cujo acesso é pago pelas universidades e instituições. Aaron usou a rede do conceituado MIT (Massachusets Institute of Technology) para acessar o banco de dados, fazendo download de muitos documentos ao mesmo tempo, o que era – é importante ressaltar – permitido pelo sistema. Não se sabe o que ele faria com os documentos, possivelmente dar-lhes livre acesso. Mas, se era esta a intenção, Aaron não chegou a concretizá-la. Ao ser flagrado, ele assegurou que não pretendia lucrar com o ato e devolveu os arquivos copiados para o JSTOR, que extinguiu a ação judicial no plano civil.

Havia, porém, um processo penal: Aaron foi enquadrado nos crimes de fraude eletrônica e obtenção ilegal de informações, entre outros delitos. “Roubo é roubo, não interessa se você usa um computador ou um pé-de-cabra, e se você rouba documentos, dados ou dólares”, afirmou a procuradora dos Estados Unidos em Massachusetts, Carmen Ortiz (United StatesAttorney). Aaron seria julgado em abril. E, se fosse acatado o pedido da acusação, esta seria a sua punição: 35 anos de prisão e uma multa de 1 milhão de dólares.

Aaron Swartz morreu antes, aos 26 anos. E, como disse Kevin Poulsen, na Wired: “O mundo é roubado em meio século de todas as coisas que nós nem podemos imaginar que Aaron realizaria com o resto da sua vida”. Na The Economist, ele assim foi descrito: “Chamar Aaron Swartz de talentoso seria pouco. No que se refere à internet, ele era o talento”. Susan Crawford, que foi conselheira de tecnologia do governo de Barack Obama, afirmou, como conta John Schwartz, noThe New York Times: “Aaron construiu coisas novas e surpreendentes, que mudaram o fluxo da informação ao redor do mundo”. E, acrescentou: “Ele era um prodígio complicado”.

Li em vários artigos que Aaron seria depressivo. Em alguns textos, a suposta depressão foi citada como causa de sua decisão, como se a doença pudesse estar isolada – e não associada aos possíveis abusos cometidos contra ele no curso do processo judicial. É evidente que qualquer pessoa, e especialmente se ela for saudável, sofreria com a perspectiva de passar as próximas três décadas na cadeia – mais ainda se isso significasse um tempo superior à toda a sua vida até então. Esta é uma possibilidade capaz de abater até o mais autoconfiante e otimista entre nós, o que não equivale a dizer que todos lidariam com esse pesadelo da mesma forma. Se é perigoso encontrar um culpado para uma escolha tão complexa quanto o suicídio, também é perigoso quando a depressão é vista como algo apartado da vida vivida – e a patologia é colocada a serviço da simplificação. Se as doenças falam do indivíduo, falam também do seu mundo e de seu momento histórico. (leia mais sobre a trajetória de Aaronaqui e aqui.)

Se Aaron Swartz encerrou a própria vida, esta foi a sua decisão. Tornar-se adulto é também bancar as suas escolhas – e, neste sentido, estar só. Digo isso para que a nossa dor não esvazie de protagonismo o último ato de Aaron, o que equivaleria a desrespeitá-lo. Aaron é responsável por sua escolha, por mais que ela possa ser lamentada. E só ele poderia afirmar por que a fez.

Isso não significa, porém, que vários atores do caso judicial que envenenou a vida de Aaron nos últimos dois anos, com aparentes excessos, não precisem também assumir responsabilidades e responder por suas respectivas escolhas.Um dos mentores de Aaron, Larry Lessig (escritor, professor de Direito da Universidade de Harvard, cofundador do Creative Commons) afirmou que ele tinha errado, mas considerou a acusação e a possível punição uma resposta desproporcional ao ato. Logo após a morte de Aaron, escreveu: “(Ele) partiu hoje, levado ao limite pelo que uma sociedade decente só poderia chamar de bullying”.

Colunistas como Glenn Greenwald, do Guardian, acreditam que o processo penal era uma resposta do governo dos Estados Unidos contra o seu ativismo libertário: “Swartz foi destruído por um sistema de ‘justiça’ que dá proteção integral aos criminosos mais ilustres – desde que sejam membros dos grupos mais poderosos do país, ou úteis para estes –, mas que pune sem piedade e com dureza incomparável quem não tem poder e, acima de tudo, aqueles que desafiam o poder”. Em declaração pública, a família afirmou: “A morte de Aaron não é apenas uma tragédia pessoal. É produto de um sistema de justiça criminal repleto de intimidações”. A família também responsabilizou o MIT pelo desfecho.

Em comunicado, o presidente do MIT, L. Rafael Reif, anunciou a abertura de um inquérito interno para apurar a responsabilidade da instituição nos acontecimentos que levaram à morte de Aaron. Reif escreveu: “Eu e todos do MIT estamos extremamente tristes pela morte deste jovem promissor que tocou a vida de tantos. Me dói pensar que o MIT tenha tido algum papel na série de eventos que terminaram em tragédia. (...) Agora é o momento de todos os envolvidos refletirem sobre suas ações, e isso inclui todos nós do MIT”.

É tarde para o MIT, é tarde para nós. Mas, ainda assim, necessário. É importante pensar sobre o significado da tragédia de Aaron Swartz. E, para começar, só o fato de ela poder significar algo para todos, sendo ele um jovem americano encontrado morto num apartamento em Nova York, é bastante revelador desse mundo novo que Aaron ajudava a construir. Esse mundo que nos une em rede, simultaneamente, que faz o longe ficar perto. Nesse contexto, a tragédia de Aaron Schwartz não é apenas um episódio, mas o marco de um momento histórico específico. Nele, diferentes forças econômicas, políticas e culturais se batem para impor ou derrubar barreiras no acesso ao conhecimentona internet. E este é, junto com a questão socioambiental, o maior debate atual. E é ele que está moldando nosso futuro.

Como disse Tatiana de Mello Dias, em seu blog no Estadão, “poucas pessoas traduziram tão bem a época em que nós estamos vivemos quanto Aaron Swartz”. Isso faz com que possamos pensar que sua morte é também, simbolicamente, um fracasso da geração a qual pertenço. Essa geração que testemunhou o nascimento da internet, que está decidindo – na maioria dos casos por omissão – como o conhecimento vai circular dentro dela e que, por ter crescido num mundo sem ela, nem chega a compreender totalmente o que está em jogo. E por isso deixa a geração de Aaron tão só.

Obviamente sou capaz de perceber os poderosos interesses envolvidos nas decisões relacionadas à internet, boa parte deles conduzidos também por gente da geração a qual pertenço. Mas me refiro aqui à passividade de muitos, no exercício da cidadania, diante de um dos debates cruciais do nosso tempo. E aqui vale uma observação: quando se diz que a juventude atual é alienada, que não trava lutas políticas como seus pais e avós, não é também deixar de enxergar o que se passa na internet, a “rua/praça” de uma série de movimentos políticos levados adiante pelos mais jovens? Já não é um tanto estúpido pensar em mundo real/mundo virtual como oposições? Criticar o “ativismo de sofá” dos mais jovens, menosprezando as ações na rede, não seria má fé ou ignorância? Talvez, como pais e adultos desse tempo, parte de nós tenha apenas medo e vergonha daquilo que não compreende. E, em vez de tentar compreender, num comportamento humano tão triste quanto clássico, desqualifica e rechaça. Afinal, literalmente, a internet tirou o chão que acreditávamos existir debaixo dos nossos trêmulos pés. Ou, pelo menos, nos mostrou que não havia nenhum.

Aaron não era apenas um gênio da internet, ainda que essa palavra “gênio” já tenha sido tão abusada. Talvez o maior ato político de Aaron tenha sido o que fez com seu talento. Ele usou-o para lutar pelo acesso livre ao conhecimento, via internet. Isso, em si, já o tornaria perigoso para muitos. Mas há algo que pode ter soado ainda mais imperdoável: Aaron não queria ganhar dinheiro com o seu talento. Ele não era aquilo que as crianças são ensinadas a admirar: um jovem gênio milionário da internet, como Mark Zuckerberg, o criador do Facebook. Aaron Swartz era um jovem gênio que não queria ser milionário. E, convenhamos, nada pode ser mais subversivo do que isso.

Ao ler sobre a morte de Aaron Swartz, lembrei de dois versos. Ao fim ou diante dele, apesar de todos os argumentos, é só a poesia que dá conta da tragédia. Um é do eternamente jovem Rimbaud (1854-1891): “Por delicadeza, perdi minha vida”. E o outro foi escrito por um Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) já velho: “Alguns, achando bárbaro o espetáculo, prefeririam (os delicados) morrer”.

Quando lemos o que Aaron Swartz escreveu, ouvimos o que disse, ele que acreditava tanto em mudar o mundo, é difícil não pensar: por que ele desistiu de nós, ele que acreditava tanto? Que mundo é esse que criamos, onde alguém como Aaron Swartz acredita não caber?

Então, é isso. Ele nos deixou sozinhos no mundo que legamos à sua geração. Entre os tantos feitos admiráveis deixados por Aaron em sua curta trajetória, ao morrer ele deixou também um outro legado: a denúncia do nosso fracasso.

Perdão, Aaron Swartz.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras)

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista (Foto: ÉPOCA)

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. elianebrum@uol.com.br
@brumelianebrum (Foto: ÉPOCA)

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/01/perdao-aaron-swartz.html

Mônica, a personagem dentuça e brigona, faz 50 anos

 

Mônica, a menina brava e corajosa que jamais abandonava seu coelhinho de  estimação, faz 50 anos em março. A personagem, criada por Mauricio de Sousa em  homenagem à filha, virou referência para as crianças que hoje são adultas e  tentam transmitir a filhos e netos a simpatia que tinham pela menina dentuça e  de vestido vermelho. A equipe de Mauricio de Sousa decidiu que 2013 será de comemorações do aniversário da Mônica.

“Quando algumas pessoas me encontram e sabem que eu sou a Mônica, ficam
emocionadas. Para mim, isso é emocionante também”, ressaltou à Empresa
Brasil de Comunicação
(EBC) Mônica, que inspirou a personagem.

A personagem Mônica nasceu em 1963 nas tiras do Cebolinha. Em seguida,
Mauricio de Sousa, também inspirado nas filhas, criou as personagens Magali,
apaixonada por melancias e gulosa, e Maria Cebolinha, que assim como o Cebolinha, trocava as letras ao falar. A Mônica que inspirou a personagem é
atualmente diretora da Área Comercial da empresa Mauricio de Sousa Produções.

Em entrevista à EBC, Mônica lembrou que tinha 3 anos quando
o pai a transformou em personagem constante nas tiras do Cebolinha. “Acho que só tive noção de que era personagem e que era inspirado em mim quando fui aoprograma da Hebe Camargo. Mas não liguei muito”, contou. “Quando fui para aescola, as pessoas perguntavam do meu pai. Aí que ficou um pouco mais evidente para mim”.

Simpática, Mônica disse que viu o pai começar a carreira na sala de casa, por
isso observar o processo de criação de personagens passou a ser normal para ela.
“Meu pai começou a carreira na sala da nossa casa. Então foi tudo muito normal
para mim e minhas irmãs Magali e Mariângela, que temos diferença de idade de um ano para cada”, contou. “Convivemos com isso. É como se os personagens fossem a nossa família”.

Haverá comemorações dos 50 anos da Mônica em várias cidades do país, a partir do carnaval de Salvador, na Bahia. Em março, será encenada a peça Romeu e Julieta, uma remontagem da que foi apresentada nos anos 1980. A peça será exibida em várias cidades – que ainda serão definidas. Também haverá um bolo, de 50 metros de comprimento, para comemorar a data.

EBC

http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/monica-a-personagem-dentuca-e-brigona-faz-50-anos/

domingo, 20 de janeiro de 2013

Livros e revistas gratuitos na web

 

Trecho de conto de Ludmila Rodrigues, ilustrado por Mariana Lucio, na Revista Trevo #1, e escolhido para este post por uma leve identificação da autora do blog. Não com os cigarros, por supuesto

O escritor Carlos Henrique Schroeder (que publicou por estes dias este imperdível guia do melhor da web literária) aproveitou o Dia do Escritor para disponibilizar o PDF de seu livro “As Certezas e as Palavras”. Nem gosto muito de datas do gênero (afinal, todo dia é dia), mas pego carona na ideia dele para destacar livros e revistas oferecidos de graça na internet.

Este é um post em progresso, quem tiver sugestões pode mandar também. Valendo apenas livros ou revistas que possam ser baixados e lidos off-line, para não virar a festa da uva. Quando chegar o momento em que eu achar que chega, bem, daí chega.

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Livros

As Certezas e as Palavras (PDF), de Carlos Henrique Schroeder
Volume de contos publicado em 2010 pela Editora da Casa, vencedor do Prêmio Clarice Lispector de Literatura 2010, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional

Sete Anos e Um Dia (TXT), de Elvira Vigna
Primeiro romance adulto da escritora, de 1988

Sexo Anal [Uma Novela Marrom] (PDF), de Luiz Biajoni
Publicada em março de 2010 pela Os Viralatas, teve 10 mil downloads, segundo informa a capa

Dentes Guardados (PDF), de Daniel Galera
Primeiro livro do autor, de contos, publicado em 2001 pela Livros do Mal e atualmente fora de catálogo

Ovelhas que Voam se Perdem no Céu (PDF), de Daniel Pellizzari
Publicado na mesma leva de “Dentes Guardados”, pela Livros do Mal

Nós 1.0 (PDF), de Mario Cau
Oferecida exclusivamente para download, é a primeira versão da HQ “Nós”, lançada pela Balão Editorial

Beggining of a Great Adventure (PDF), de Mário Cesar
Continuação da história em quadrinhos ”A Walk on the Wild Side”, presente no volume “Entrequadros”, também da Balão

26 Poetas Hoje (PDF), org. Heloisa Buarque de Holanda
Ana Cristina Cesar, Waly Salomão, Chacal e outros compõem a seleção de 1975, que marcou época

Cigarros na Cama (PDF), de Ricardo Domeneck
Volume de poemas disponibilizado em apoio ao site Livros de Humanas, que está sendo processado pela ABDR. Angélica Freitas, Eduardo Sterzi e outros também ofereceram livros próprios para download gratuito

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Revistas

Trevo #1 (TXT, EPUB, PDF, MOBI)
Publicação digital com textos de novatos e veteranos, recém-lançada pelos jornalistas Thiago Kaczuroski e André Toso e pelo designer gráfico Leandro Borghi.

Publicações da Casa de Rui Barbosa (PDF)
Edições digitais de publicações da Casa de Rui. Inclui inventários, como os de Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e Vinicius de Moraes, e três edições da Revista Escritos

Casmurros #3 (PDF)
Fanzine editado pelo incrivelmente prolífico Rafael R., que cuida sozinho do blog literárioCasmurros. Aqui, as edições 1 e 2.

Sobrecultura #9 (PDF)
Edição de junho do suplemento trimestral de cultura encartado na revista “Ciência Hoje”. As edições anteriores, desde 2010, estão aqui.

Suplemento Literário (PDF)
Edição especial, dedicada ao jornalismo cultural, da publicação atualmente bimestral da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais. Inclui texto de José Castello, entrevista com Sergio Augusto etc. Aqui, as edições desde 2006.

7Faces #4 (PDF)
A edição de dezembro da revista de poesia editada pelo poeta Pedro Fernandes, de Natal, traz poemas de Guilherme Gontijo Flores, Adriano Scandolara e outros

Cadernos de Não Ficção #4 (PDF)
Especial sobre literatura argentina e entrevistas com Bernardo Carvalho e Ricardo Piglia estão no número mais recente da publicação teoricamente (cof) semestral da Não Editora

 

Imagem de Candyland, de Olavo Rocha e Guilherme Caldas. Vamos fazer de conta que não se nota a dobra de página virtual

Um post para pagar a dívida assumida semanas atrás: nova seleção de livros que estão longe de cair em domínio público, mas foram disponibilizados pelos autores, e revistas literárias para baixar de graça, a partir de sugestões de leitores e sob criteriosa curadoria desta biblioteca (cof).

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Livros
Greguerias
, de Ramón Gómez de la Serna
A seleção de aforismos (o autor na não gostava dessa definição, mas, ok, são aforismos) do madrilenho (1888-1963), traduzida por Sérgio Alcides, está disponível no site das edições Quem Mandou?. Na página, o poeta e tradutor oferece também títulos próprios.

A Mulher Gorila e Outros Demônios, de José Rezende Jr.
Esgotado nas livrarias, o primeiro livro do autor, de 2005, pode ser baixado na íntegra. Há também alguns contos de “Eu Perguntei para o Velho se Ele Queria Morrer”, Prêmio Jabuti em 2010. 

Rilke Shake, de Angélica Freitas
Outro indisponível em papel: o ótimo livro de estreia da poeta gaúcha, publicado em 2007 numa parceria entre 7Letras e Cosac Naify, dentro da coleção de Ás de Colete.

Joana Evangelista, de Vange Leonel
Texto da peça encenada em 2006 pelo Satyros. Conta a história de uma ginecologista que, presa ao operar um aborto, tenta convencer o delegado da importância de sua missão.

Candyland, de Olavo Rocha e Guilherme Caldas
Publicada pela Barba Negra em parceria com a Caderno Listrado, especializada em livros de arte, a HQ nasceu em 1993 e virou fanzine, com histórias publicadas até 1999.

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Revistas

Originais Reprovados
Melhor nome impossível. Revista literária anual produzida pelos alunos de editoração da USP, já comprometidos com seu futuro papel de apresentar textos alheios ao leitor. Aqui, as edições anteriores.

Cândido
O jornal da Biblioteca Pública do Paraná, na 13ª edição, tem reportagens sobre livros e leitura, além de prosa e poesia de bons autores brasileiros. O “Cândido” acaba de ganhar ganhar site, que terá material além do oferecido na versão impressa.

Sobrecapa Literal
Está no ar a 18ª edição da revista, que prioriza notícias e análises do mercado editorial. Inclui clipping de colunas de jornais impressos sobre o tema, como o Painel das Letras (cof).

Um Conto
Três alunos de letras da UFJF criaram essa revista mensal, de uma página só, para divulgação de novos autores e ilustradores. O site inclui a edição especial Um Troco — Seu Dinheiro de Volta, para quem não conseguiu entrar revista (afinal, não está fácil para ninguém).

Macondo
A revista trimestral (o editorial avisa: é um projeto paralelo dos criadores, então atrasos fazem parte da rotina) também publica prosa e poesia de novos autores, além de textos em domínio público e resenhas de lançamentos.

Por curiosidade, enquanto eu separava links para este post, meu amigo Juliano mandou este link altamente relacionado: 28 livros que já caíram em domínio público para baixar. Em inglês.

http://abibliotecaderaquel.blogfolha.uol.com.br/2012/08/14/livros-e-revistas-gratuitos-na-web-2a-edicao/