Iniciando um novo caminho

O blog da Revista contemporânea Brasil é uma mostra do que será o site da Revista que está sendo criado com o maior cuidado e carinho. Com notícias do Brasil e do mundo que sejam relacionadas principalmente com as artes em geral. Vai falar também, sobre moda, decoração, gente, animais, natureza, boas maneiras e etc. A nossa intenção, é divulgar informação com leveza. Nada de notícias agressivas e sanguinolentas, existem tantos jornais fazendo isso... O blog da RCB é um canal destinado a informar e agregar notícias interessantes. Que sejamos portadores de boas novas!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Poeta Manoel de Barros pode ser indicado ao Prêmio Nobel de Literatura de 2013

 

Manoel de Barros ao lado do jornalista Bosco Martins (Foto: Maurício Almeida)

Manoel de Barros ao lado do jornalista Bosco Martins (Foto: Maurício Almeida)

O nome de Manoel de Barros, o mais aclamado poeta brasileira da contemporaneidade nos meios literários, consta em uma lista interna da União Brasileira dos Escritores (UBE) como um dos possíveis indicados para a Academia Sueca para concorrer ao prêmio Nobel de Literatura de 2013.

Nascido em Cuiabá, no então Mato Grosso Uno, em 19 de dezembro de 1916, o poeta vive em Campo Grande. Manoel Wenceslau Leite de Barros, conhecido como Manoel de Barros, recebeu vários prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis.

Por enquanto, além do nome de Manoel de Barros, constam também na lista os nomes de Ferreira Gullar (poeta nascido em São Luis em 10 de setembro de 1930) e Nélida Pinõn (escritora nascida no Rio de Janeiro em 3 de maio de 1937). A informação é do jornalista Bosco Martins, em post publicado em sua página do Facebook.

Segundo o jornalista, que já entrevistou o poeta algumas vezes, a reunião decisiva acontece na próxima semana. “Toda torcida para o nosso poeta maior. Ta super confirmado”, escreveu Bosco.

O jornalista diz, ainda: “Na minha humilde e insignificante opinião os três são merecedores da citação. Mas com todo respeito aos demais, o nome de Manoel de Barros destoa e tudo de bom seria ele não só ser o indicado, mas o vencedor do prêmio...”

Sobre a obra de Manoel de Barros, Bosco Martins diz que “sua poesia tem tudo a ver com O Nobel, pois tem muita paz e luz em tudo o que escreveu em toda sua obra poética. Em sua obra originalíssima no universo literário mundial, a poesia está sempre recorrente, de seres amiúdes...”

Prossegue o jornalista: “Com uma estética insuperável é uma voz permanente em favor dos que habitam o oco do mundo. Um poeta de raríssima escrita e que aparece somente em tempos seculares, como no caso de Rosa (Guimarães). Manoel que fala da natureza sem ser “o poeta da natureza” e em seu “escritório de inutensílios” inventa sua poesia como outro olhar sobre as coisas e o mundo. Embora Manoel já tenha recebido os principais prêmios da literatura, estamos empolgados e felizes, pela possibilidade de também ser reconhecido com um prêmio da desenvoltura do Nobel literário...”

O Nobel de Literatura é um prêmio literário concedido anualmente desde 1901. A Academia Sueca é quem escolhe o escritor e o anuncia no começo do mês de outubro de cada ano. Conforme o criador da distinção, Alfred Nobel, o prêmio é atribuído a um autor de qualquer nacionalidade que tenha produzido, através do campo literário, o “mais magnífico trabalho em uma direção ideal”. “Trabalho” significa para Nobel a obra inteira desse escritor, seus principais livros, sua mentalidade, seu estilo e suas filosofias, não distinguindo uma obra em particular.

http://www.campograndenews.com.br/lado-b/artes-23-08-2011-08/poeta-manoel-de-barros-pode-ser-indicado-ao-premio-nobel-de-literatura-de-2013

CINEMA: QUANDO A BELEZA É PARA NÃO SE VER

 

Lindas, esbeltas, curvilíneas, elegantes e sedutoras, assim são muitas das mais talentosas atrizes do cinema, que desfilam sua beleza ao longo dos tapetes vermelhos. Mas a vida no universo cinematográfico não é só glamour: prova disso são as vezes em que essas belíssimas atrizes precisaram ceder à maquiagem ou ao efeito sanfona para dar autenticidade à personagem. Tudo em nome da arte.

Para uma boa interpretação o ator necessita mais do que apenas um bom roteiro em mãos, ou uma boa equipe nos bastidores, ou uma boa direção, equipamento ou figurino. E, pasmem, nem basta ter talento. É preciso mais, é preciso que ele se entregue de corpo e alma, literalmente, ao papel. É preciso conhecer a personagem, vivenciar seu mundo, colocar-se em seu lugar. Isso levado a sério resulta em extraordinárias e surpreendentes interpretações. O entendimento da personagem não é feito somente pela via intelectual e emocional, mas também pelo seu físico. Imagine quantas particularidades da personalidade de alguém estão relacionadas com o próprio corpo. Por isso é igualmente importante que os atores experimentem essa conexão física com a personagem.

Algumas celebridades, no entanto, nunca aceitam papéis que exigem alguma mudança radical em sua imagem, seja por medo da balança, seja por medo da reação do público ou por puro narcisismo. E as mulheres são maioria na recusa desse tipo de trabalho. Porém, as corajosas - que enfrentaram toda a espécie de intervenção para viver papéis que acabaram por consagrar seus nomes entre os maiores do cinema - serão sempre lembradas não somente pela beleza que vai, volta e fica, mas também pelo talento que, mais do que boa interpretação, abrange uma respeitosa elasticidade que poucos possuem.

Confira aqui algumas atrizes que abriram mão da beleza em nome da Sétima Arte, aceitando os papéis que foram recusados por outras tantas belas de Hollywood.

1 - Atriz: Charlize Theron
Filme: Monster, 2003.

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod


actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

2 - Atriz: Cameron Diaz
Filme: Quero ser John Malkovich, 1999.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

3 - Atriz: Emma Thompson
Filme: Nanny McPhee, 2005.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

4 - Atriz: Mariah Carey
Filme: Precious, 2009.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

5 - Atriz: Gwyneth Paltrow
Filme: O Amor é Cego, 2001.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

6 - Atriz: Angelina Jolie
Filme: Salt, 2010.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

7 - Atriz: Penelope Cruz
Filme: Não se Mova, 2004.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

8 - Atriz: Nicole Kidman
Filme: As Horas, 2002.
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

9 - Atriz: Renée Zellweger
Filme: Bridget Jones
actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

actrizes, beleza, caraterização, hollywwod

rejaneborges

Sobre a autora: rejane borges gosta das cores de folhas secas ao chão. E das cores das folhas velhas dos livros. Saiba como fazer parte da obvious.

Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/11/cinema_quando_a_beleza_e_para_nao_se_ver.html#ixzz2IQdy4SZy

HILDA HILST A POETISA TRANSGRESSORA

 

A poesia doce e ácida, sagrada e profana de Hilda Hilst.

Hilda, sempre questionadora, em notas manuscritas, pergunta-se: “O que é obsceno? Obsceno? Ninguém sabe até hoje o que é obsceno. Obsceno para mim é a miséria, a fome, a crueldade, a nossa época é obscena.”

HILDA (1).jpg

Hilda Hilst nasceu na cidade de Jaú, interior do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930, formou-se em Direito pela USP e faleceu em 4 de fevereiro de 2004 na cidade de Campinas (SP), onde viveu o resto de seus dias em sua chácara chamada Casa do Sol. Foi poeta, ficcionista, cronista e dramaturga. É considerada pela crítica especializada como um dos maiores escritores em língua portuguesa do século XX. Filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso.


Hilda-Hilst-tile.jpg

Meus conhecimentos literários só me permitem me valer da emoção para falar de poesia, pois então posso dizer que a poesia de Hilda me emociona.

(Do amor)
Ama-me. Ainda é tempo. Interroga-me.
E eu te direi que nosso tempo é agora.
Esplêndida de avidez, vasta ternura
Porque é mais vasto o sonho que elabora

Há tanto tempo sua própria tessitura.

Ama-me. Embora eu te pareça
Demasiado intensa. E de aspereza.
É transitória se tu me repensas.

Se escrever é uma atividade viciante, escrever poesia é delirante e Hilda se alimentava das palavras, e com elas amava, brincava, protestava, morria e renascia, dizia tudo e não dizia nada. A mágica de transformar as palavras em puro lirismo, seus poemas têm ritmo de melodia e não por acaso Zeca Baleiro musicou alguns de seus versos, tendo sido ela também parceira de Adoniram Barbosa.

Hilda falava do amor, do amor físico, carnal, visceral e transcedente, porque não há como dissociar o corpo da alma, a vida da morte.

(Do desejo – 1992)
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

foto87.jpg

E novamente citando Plutarco: “A pintura deve ser uma poesia muda e a poesia uma pintura que fale”. Os poemas de Hilda são como “pinturas falantes”.

O escritor e seus múltiplos vem vos dizer adeus.
Tentou na palavra o extremo-tudo
E esboçou-se santo, prostituto e corifeu.
A infância foi velada: obscura na teia da poesia e da loucura.
A juventude apenas uma lauda de lascívia, de frêmito
Tempo-Nada na página.
Depois, transgressor metalescente de percursos
Colou-se à compaixão, abismos e à sua própria sombra.
Poupem-no o desperdício de explicar o ato de brincar.
A dádiva de antes (a obra) excedeu-se no luxo.
O Caderno Rosa é apenas resíduo de um “Potlatch”
E hoje, repetindo Bataille:
“Sinto-me livre para fracassar”

Poesias
 Presságio - SP: Revista dos Tribunais, 1950.
 Balada de Alzira - SP: Edições Alarico, 1951.
 Balada do festival - RJ: Jornal de Letras, 1955.
 Roteiro do Silêncio - SP: Anhambi, 1959.
 Trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959. SP: Massao Ohno, 1961.
 Ode Fragmentária - SP: Anhambi, 1961.
 Sete cantos do poeta para o anjo - SP: Massao Ohno, 1962. (Prêmio PEN Clube de São Paulo)
 Poesia (1959/1967) - SP: Editora Sal, 1967.
 Júbilo, memória, noviciado da paixão - SP: Massao Ohno, 1974.
 Poesia (1959/1979) - SP: Quíron/INL, 1980.
 Da Morte. Odes mínimas - SP: Massao Ohno, Roswitha Kempf, 1980.
 Da Morte. Odes mínimas - SP: Nankin/Montréal: Noroît, 1998. (Edição bilíngüe, francês-português.)
 Cantares de perda e predileção - SP: Massao Ohno/Lídia Pires e Albuquerque Editores, 1980. (Prêmio Jabuti/Câmara Brasileira do Livro. Prêmio Cassiano Ricardo/Clube de Poesia de São Paulo.)
 Poemas malditos, gozosos e devotos - SP: Massao Ohno/Ismael Guarnelli Editores, 1984.
 Sobre a tua grande face - SP: Massao Ohno, 1986.
 Alcoólicas - SP: Maison de vins, 1990.
 Amavisse - SP: Massao Ohno, 1989.
 Bufólicas - SP: Massao Ohno, 1992.
 Do Desejo - Campinas, Pontes, 1992.
 Cantares do Sem Nome e de Partidas - SP: Massao Ohno, 1995.
 Do Amor - SP: Massao Ohno, 1999.

Notas:
Bataille – escritor francês falecido em 1962.
Potlatch - antiga cerimônia religiosa celebrada entre tribos do noroeste do pacífico.
Fontes: http://www.angelfire.com/ri/casadosol/pdesejo.html
http://www.jornaldepoesia.jor.br/hilda.htm
http://www.revista.agulha.nom.br/ag41hilst.htm

eliboscatto

Artigo da autoria de Eli Boscatto.
Formada em Ciências Políticas e Sociais, curiosa, inquieta, adora se emocionar. Pretensa poeta..
Saiba como fazer parte da obvious.

http://lounge.obviousmag.org/por_tras_do_espelho/2012/05/hilda-hilst-a-poetisa-transgressora.html

EDREDÃO-CADERNO: PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER NA CAMA

Desenhar, deixar recados, escrever mensagens românticas ou simplesmente afastar a criançada dos rabiscos das paredes lá de casa: é possível fazer tudo isto, pasme-se, num edredão. O Doodle Duvet Cover é fabricado com o formato original de um caderno e basta apenas uma lavagem para que fique novamente pronto a usar.

cama, criancas, design, edredon, roupa

Agora, já não precisa ir buscar um caderno, arrancar uma folha e escrever os seus recados para depois os colar na porta do frigorifico. Aliás, já nem sequer precisa levantar-se da cama para anotar algo de que se tenha lembrado.

O Doodle Duvet Cover permite-lhe fazer isto e muito mais. Este edredão de algodão branco, concebido pelo grupo Stitch designworks, foi fabricado com o objectivo de cumprir as mesmas funções que um simples caderno. O seu formato lembra uma (gigante) folha de papel: tem linhas impressas, as margens vermelhas e os buracos em ambos os lados. O edredão vem acompanhado por um conjunto de oito canetas coloridas, cuja tinta é lavável. Ou seja, quando já não houver mais espaço para preencher, basta que o lave e poderá recomeçar tudo de novo.

Com uma dimensão de 140 por 200 cm (que normalmente equivale a uma cama de solteiro), o Doodle Duvet Cover foi o vencedor na categoria de “Melhor Presente” na prestigiada feira de comércio “Top Drawer” em Outubro passado. E se os adultos estão entusiasmados com este objecto, imagine as crianças. Este é o sítio ideal para desviar as mãos dos seus filhos das paredes lá de casa. Agora podem desenhar, riscar e brincar sem problemas. Para os mais criativos e românticos, podem ainda anotar os seus pensamentos nocturnos, escrever uma história ou até deixar mensagens à sua cara-metade.

Passe pela loja da Stitch Designworks para ver.

cama, criancas, design, edredon, roupa

cama, criancas, design, edredon, roupa

dianaribeiro

Sobre a autora: diana ribeiro gosta de cores, comer algodão doce, ouvir as ondas do mar, cheirar e tocar em livros novos. Não dispensa o uso de nenhum dos sentidos. Saiba como fazer parte da obvious.

Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/05/edredao-caderno_para_quem_gosta_de_escrever_na_cam.html#ixzz2IQYdjzxO

OS GOOGLE DOODLES, UMA OUTRA DIMENSÃO DE UM SIMPLES ESBOÇO

Criado pela brasileira Ruth Kedar, o logótipo da Google é imediatamente reconhecível. Já a autoria das divertidas versões deste icónico design que frequentemente surgem na página inicial daquele que será o motor de busca mais usado perde-se na curiosidade dos seus cerca de 180 milhões de utilizadores diários. Venha conhecer os Doodlers!

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

Um doodle não é mais que um desenho despreocupado; por definição, um esboço impensado. Tudo aquilo que a maioria das empresas, que leva a sério a sua imagem - talvez demasiado - gostaria de ver longe do seus logótipos, mas não a Google. Em 1998, mesmo ano em que é criada a empresa, e antes até de legalmente firmada, os seus fundadores, Larry Page e Sergey Brin, decidiram fazer algo incomum no meio empresarial: brincar com a sua identidade. Algo curioso e arrojado para um projecto tão novo.
Para assinalar a sua ausência, enquanto participavam no festival Burning Man no deserto do Nevada, resolveram fundir o logótipo do festival com o seu, colocando por detrás do segundo "o" da palavra Google um esboço da efígie que é queimada anualmente no dito festival e que lhe dá nome. Conseguiram surpreender os utilizadores com a repentina mudança, e a iniciativa foi bem recebida. Nascia a Google e também o Doodle, sendo que o segundo só veio a fazer parte das vidas de muitos de nós há bem pouco tempo.

Volvidos dois anos, e alguns Doodles depois, a ideia de decorar o logótipo da empresa para celebrar certos eventos manteve-se, pelo que Larry e Sergey incumbiram Dennis Hwang, estagiário na altura, da criação de um Doodle para o Dia da Bastilha. A recepção deste tornou-o responsável pela criação dos Doodles, que se tornaram mais regulares na homepage da Google. A procura aumentou, nacional e internacionalmente, e assinalam hoje não só as datas mais importantes do calendário norte-americano, mas de tudo um pouco, por todo o mundo.

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

Mais de 1000 Doodles foram entretanto criados, alguns figurando em todas as páginas Google, outros especificamente direcionados, havendo por vezes vários em circulação. Por detrás deles há um grupo quase anónimo. Dennis Hwang, responsável por muitas das criações, ocupa-se agora de outras coisas, tendo legado o trabalho a uma equipa de cinco, entre ilustradores e engenheiros, e que pode ocasionalmente incluir um artista convidado. Confortavelmente instalados num pequeno escritório da sede da Google no condado californiano de Mountain View, em Silicon Valley, Ryan Germick, Mike Dutton, Jennifer Hom, Sophia Foster-Dimino e Willie Real são os Doodlers, provavelmente os artistas mais desconhecidos do mundo, apesar da exposição e do impacto do seu trabalho. "Este trabalho não é sobre nós como indivíduos, é sobre a cultura Google.", diz Germick apontando a razão.

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

O grupo reúne-se regularmente para decidir que eventos serão comemorados com um Doodle; o trabalho restante é o de encontrar a conceptualização mais divertida, num processo que dizem bastante democrático. Mais até do que celebrar marcos importantes que reflictam a personalidade da empresa e o gosto pela inovação, o que procuram é a surpresa dos utilizadores ao reencontrar uma memória ou uma pessoa, um pouco como um presente. Através destes tributos idiossincráticos e conceptuais, encontram a melhor representação para relembrar tanto o famoso como o menos conhecido. De que outra forma teriam milhões de pessoas sido lembradas do aniversário de Gideon Sundback, inventor do fecho éclair, senão pela colocação de um fecho gigante na página da Google? Sendo difícil perceber como as pessoas interpretam algo, o seu objectivo declarado é colocar um sorriso nas caras dos visitantes.

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

Grande parte do trabalho é feito digitalmente, mas nem sempre. No 150º aniversário de Gustav Klimt, esperando fazer justiça ao brilhante legado do pintor austríaco, Jennifer Hom pintou em tela o Doodle reproduzindo "O beijo". Alguns Doodles são criados em apenas algumas horas. Outros, como este ou como o tributo a Freddy Mercury, demoram vários meses a concluir, mas regra geral "é tudo feito em horas, não se demora um ano", explica Ryan Germick: "Quando foi descoberta água na Lua, fizemos um Doodle em horas. Acusaram a Google de ter informadores dentro da NASA, mas estávamos simplesmente a ler as notícias."

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

Os Doodles evoluíram de simples ilustrações, como o Burning Man, para composições mais complexas, ao mesmo tempo que a sua criação se tornou um trabalho muito sério. Com tamanha audiência, o rigor é imperativo. Um erro num dos 200 Doodles que criam anualmente é prontamente apontado, como aconteceu ao falharem o desenho da dupla hélice no Doodle celebrante do aniversário da descoberta do ADN. Em Maio de 2010 surgiu o primeiro Doodle interactivo para comemorar o trigésimo aniversário do mítico jogo Pac-Man. Os utilizadores puderam jogar uma versão do jogo com um labirinto no formato Google, e ainda é possível fazê-lo na página dos Doodles, onde a totalidade destas criações pode ser encontrada com todas as características interactivas disponíveis. Entre os Doodles interactivos mais recentes estão os relativos aos Jogos Olímpicos de Londres 2012, onde pode ser experimentado um pouco do espírito e competitividade olímpicos, ou aquele que marcou o dia de Halloween.

Quatorze anos e muitas centenas de Doodles são a prova da vitória da Google face à ortodoxia do mercado. A página inicial do browser mais famoso da internet, de uma simplicidade extrema, é, no entanto, uma extraordinária plataforma de veiculação de informação. Somas astronómicas poderiam ser facturadas em publicidade, mas o objectivo não é receber, mas sim retribuir. Além de humanizar a empresa, estima-se que os Doodles acrescentem cerca de 15% ao valor da marca.

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

doodle, google, internet, logotipo, marcas
© Google™

Recentemente foi criada a Doodle Store, a loja online onde podem ser adquiridos todos os tipos de produtos Doodle, de T-shirts a canecas, feitos por encomenda e a um preço acessível. Além disto, é agora possível um contacto ainda mais directo com o projecto através do endereço proposals@google.com, para onde podem ser enviadas ideias para um próximo Doodle. Experimente!

romero

Sobre o autor: alexandre romero, um cidadão do mundo. Classicista, escritor, fotógrafo, pintor experimental, o homem dos mil ofícios. Saiba como fazer parte da obvious.

Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/11/os_google_doodles_uma_outra_dimensao_de_um_simples_esboco.html#ixzz2IQPi8Kbp